CODAU perde ação sobre composição da água, e  contrata ‘escritório de luxo’ para acompanhar caso

Para quem ainda não entendeu como é “administrado” o dinheiro público na cidade, esse é um exemplo. O edital que você vê no detalhe é de contratação, pela CODAU, de um dos maiores escritórios de advogacia de Belo Horizonte para atuar em uma ação pública contra a autarquia.
No processo, CEPAJ (Centro Estudos Promoção Acesso Justiça) entrou com uma ação contra a CODAU, ainda em 2006, porque a companhia não detalhava na conta de água qual a composição química da mesma, como determina a lei. A Justiça, em primeira e segunda instância, deu razão a CEPAJ, multando na época a CODAU em R$ 30 mil por mês. Acontece que ao recorrer a BH, a CODAU conseguiu reduzir tal multa a R$ 100 mil no total,
Até ai tudo bem. O problema é que a CODAU, que é obrigada a recorrer, por ser um órgão público, podia evitar altos gastos com a ação, contratando um “escritório mais em conta”. Mas a contratação do escritório de Sérgio Murilo Braga tem outras “coincidências” por trás.
Acontece que o citado advogado é muito ligado a “assessoria jurídica” da CODAU, já que quando Braga foi presidente da Caixa de Assistência ao Advogado (CAA) da OAB-MG, uma das assessoras da CODAU, Fabiana Faquim, era sua diretora.
O mais interessante ainda que entre os advogados que formam o tal CEPAJ está Luis Fernando Valadão, que é “inimigo” nas disputas internas da OAB de Braga…
Mas voltando aos gastos desnecessários da CODAU, já que a multa foi reduzida, não seria mais fácil contratar um escritório apenas para acompanhar o caso? Mas já estamos acostumados, e muito mal acostumados, como Luiz Neto e Paulo Parado Piau “administram” Uberaba…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *