‘Minas Gerais, das montanhas conservadoras dos Andradas a ladeira abaixo dos morros cariocas’

Há algo estranho no ar… Aproveitando o pouco esclarecimento das pessoas sobre a situação financeira do Governo do Estado quando o atual governador assumiu, em 2015, a chamada “imprensa convencional” (jornais, rádios e TVs) de Minas Gerais, historicamente ligada ao que há de mais conservador no Estado (Aécio Neves, Anastasia, e Cia), nunca fez questão, pelo contrário, de mostrar a verdadeira realidade da “quebradeira” que o Governo foi deixado pelo PSDB.
Se Fernando Pimentel peca em alguns aspectos, em outros, como tentar colocar a casa em ordem, não se pode criticá-lo. E justamente quem mais faz oposição ao atual governador são os servidores estaduais com altos salários, na verdade hoje, impagáveis pelo Estado. São policiais militares, funcionários da Secretaria de Fazenda, entre outros.
As administrações, desde Eduardo Azeredo, da famosa greve dos militares, oneraram o Estado e o colocam reféns de servidores com altos salários, hoje muitos aposentados, tornando Minas Gerais ingovernável. Nada contra um militar ganhar bem, pelo contrário, deve mesmo, mas desde que o Estado tenha condições. Um “soldado” da PM, por exemplo, hoje já entra ganhando mais de R$ 5 mil por mês. Na contrapartida disso, um professor ganha mal.
E hoje um militar aposenta com cerca de 50 anos de idade e sempre em um cargo acima do seu. Um “soldado”, por exemplo, aposenta-se como cabo, e com os benefícios de carreira, não vai receber menos de R$ 10 mil de aposentadoria por mês. Imagina um coronel…
Agora imagina essa despesa para um Estado como Minas Gerais, no qual, o atual governador assumiu com um rombo estrondoso do PSDB. Somente na Saúde, tal rombo é calculado em bilhões de reais. O problema é que parte dos mineiros acostumou-se a fingir não ver o Estado cada vez mais endividado, só que a conta chegou. Se ainda está bem melhor que o Rio de Janeiro, a tendência, se a turma do PSDB voltar, é, em poucos anos, virar um Estado igual ao carioca, sem dinheiro para nada…

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