Sob acusações no Cruzeiro, dirigente foi protagonista em Uberaba, subiu clube e o colocou na mira do MP

Quem vê os “rolos” envolvendo Itair Machado, vice-presidente do Cruzeiro, não sabe das estreitas ligações do dirigente com Uberaba, inclusive com problemas judiciais. Para quem não lembra, Machado foi presidente do Ipatinga, quando da ascensão do citado clube.
Neste período, mas precisamente em 1998, Machado emprestou cinco jogadores para o Nacional de Uberaba disputar a segunda divisão do Campeonato Mineiro. Na época, o jornalista era editor de Esportes do Jornal da Manhã, e acompanhei todo esse processo. Com os jogadores, inclusive, o Naça conseguiu, pela última vez por sinal, o acesso a primeira divisão do Mineiro. Entrevistei Machado por várias vezes em Uberaba.
Mas os “rolos” envolvendo o agora acusado vice-presidente do Cruzeiro na época se davam por outro motivo: bingos. Lembram-se que o Nacional, assim como o Ipatinga, se sustentavam por meio de bingos, geralmente de veículos? Pois bem, a empresa que fazia tais bingos era de Machado.
E qual interesse de Itair Machado no Nacional, ajudando até com empréstimos de jogadores? É que, para realizar bingos, a sua empresa precisava usar o CNPJ de um clube. E não de qualquer clube, mas somente aqueles que não tinham dívidas, principalmente com o Governo. Caso contrário, o bingo não podia ser realizado. E este era o caso do Nacional.
Após a proibição dos bingos, no ínício dos anos 2000, o Ministério Público fez uma devassa nestes bingos no Estado, e chegou a investigar o Nacional devido ao caso.
E agora, Itair Machado é acusado de irregularidades no Cruzeiro. O detalhe: ele continua como “dono” do Ipatinga…

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