Acusado de atrapalhar operação contra fraude bilionária do DPVAT, assume como promotor do Patrimônio de Uberaba

O Ministério Público de Uberaba – mas especificamente a Promotoria do Patrimônio Público – passa por mudanças, após a aposentadoria do promotor João Davina. O novo titular da pasta, anunciado pelo MP, é José Aparecido Gomes Rodrigues. O BLOG apurou, no entanto, que o novo titular é acusado por outro promotor, Paulo Márcio da Silva, de tentar atrapalhar e beneficiar acusados da Operação Tempo de Despertar.
A citada operação, em conjunto de vários Estados, do MP-MG, Polícia Federal e Ministério Público Federal, foi criada para apurar e combater a fraude bilionária do DPVAT. Em cálculos iniciais, segundo a Força-Tarega, representa algo superior a R$ 1 bilhão.
O citado promotor de Justiça acusa o novo titular da Patrimônio Público de Uberaba, de ‘orquestrar movimento no sentido de se “estancar a sangria” e de se impedir os avanços proporcionados pela atuação da força tarefa já mencionada’.
No dia 30 de outubro de 2017, o promotor Paulo Márcio da Silva entrou com uma representação junto a Procuradora Raquel Dodge contra o procurador geral da justiça de MG, ANTÔNIO SÉRGIO TONET e do Procurador-Geral de Justiça Adjunto Institucional RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ. A representação se resume em representação para preservação da independência funcional de membro do ministério público, com requerimento de medida cautelar.
Em determinado ponto da representação, Silva diz “Promotor de Justiça José Aparecido Gomes Rodrigues, de forma simplista, superficial, pouco transparente e absurdamente incompatível com a gravidade, com a complexidade e com a extensão dos fatos que atingem diretamente o interesse de milhões de brasileiros, em todos os quadrantes do vasto território nacional, sumariamente e sem qualquer explicação que se apresentasse minimamente plausível – de forma deselegante e desleal – prontamente tratou de alijar das negociações em curso os demais Promotores de Justiça, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, a AGU, a Corregedora Nacional do Ministério da Fazenda, os Conselheiros Sérgio Suslik Wais e Francisco Alves de Souza”.
O caso inclusive, como você vê no detalhe, foi levado ao governador Romeu Zema pelo citado promotor e pelo deputado federal Marcelo Freitas. Lembrando que a Promotoria do Patrimônio Público é a que investiga os políticos e seus atos, no caso de Uberaba, prefeito e vereadores.

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