Após golpe, e discurso conciliador na UFTM, denúncias por abertura de ‘caixa preta’ serão intensificadas no MPF

Como sempre em Uberaba, após o golpe consumado na UFTM, com a nomeação do candidato derrotado nas eleições internas da Universidade Federal, a elite da cidade, que articulou o golpe, tenta agora usar o tal discurso de conciliação, “que vai administrar para todos”… Mas a coisa é muito mais séria que parece.
Se para quem é de fora da UFTM a nomeação irregular por Jair Bolsonaro de Luiz Fernando Resende dos Santos Anjo, poderia parecer que é uma briga política partidária, a coisa é bem mais grave, até porque o próprio nomeado participou do Movimento “Elenão”, contra a eleição de Bolsonaro.
O que tentam evitar com tal movimento os articuladores do golpe da UFTM, que tiveram o apoio das entidades mais atrasadas e conservadoras de Uberaba, como Sindicato Rural, CDL, entre outras, é a abertura da famosa “caixa preta” da universidade. Lembrando que o mesmo grupo está no poder desde 2005, ano da transformação da FMTM em UFTM.
E a caixa preta envolve muito mais coisas, e mais grave, do que questão partidária, ou ideologia política. Lembrando que o grupo que venceu as eleições, mas não teve o candidato nomeado, Fábio Fonseca, já tinha feito várias denúncias contra Virmondes Rodrigues Júnior (ex-reitor), assim como Ana Lúcia Simões, também ex-reitora, no Ministério Público Federal (MPF).
Um dos principais alvos das denúncias é exatamente a Funepu, que deveria ser a Fundação de Ensino e Pesquisa da UFTM, e hoje administra UPAs e até, pasmem, rádio e TV.
Mesmo com todo esse discurso de “administração para todos”, os casos não deverão parar, e o grupo prejudicado pelo golpe de Bolsonaro e da elite da Uberaba, vai continuar cobrando do MPF, como já existem ações judiciais, providências e abertura da caixa preta da UFTM.
E como sempre acontece, tal elite da cidade usa a pouco atuante, e bem paga, imprensa da cidade para tentar contornar e abafar mais um golpe contra a população.

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