Fui preso, sério, em ato autoritário, com abuso de autoridade, e uma história muito estranha

Fui preso. Sério, por algum crime? Não. Mas, como tudo que acontece em Uberaba, de forma estranha, e com outros objetivos, que não são a lei. Fui preso na verdade por ter sido o único jornalista a questionar o trabalho da Polícia Militar em Uberaba, principalmente a ilegalidade das blitzes de trânsito (veja as postagens no detalhe).
Ao passar, sem ter visto mais uma destas ilegalidades, já que a Constituição Federal proíbe a cobrança de impostos por meio de blitz, muito menos abrir um veículo sem mandato judicial, não vi esse “acontecimento”… Ao ser abordado de forma truculenta, com arma da cabeça, coisa que nunca tinha passado na vida, claro, fiquei assustado e revoltado ao mesmo tempo.
Dois soldados me abordaram de forma violenta, e acho que me reconhecendo, chamaram um tenente, de nome Vaz (não sei porque PM não tem nome completo em seu uniforme, mas depois fiquei sabendo que chama-se Wanderson Vaz). Ao me ver, e reconhecer, o tratamento ficou ainda pior.
Inventando que teria usado de bebida alcóolica, e percebendo que a coisa estava direcionada, e claro, cercado por meio dúzia de militares, o que podia fazer, ainda mais se tratando de uma profissão altamente corporativista?
Fui preso como se tivesse bebido, o que não tinha acontecido. Veículo apreendido e tudo mais. E essa foi mesmo a razão? Não. Foi a hora que “militar-chefe” me reconheceu, eu já estava preso… Dentro da viatura, após me jogar dentro do “cofre” do veículo como marginal, o militar foi falando, até chegar a Delegacia, tudo que estava “guardado no peito”, fazendo ironias. Imagina, sábado, 14h30, nada melhor para quem está trabalhando, e com o poder nas mãos, encontrar o único que questiona o trabalho da PM na cidade? Pior, é muito poder nas mãos de um tipo de profissional.
Naquele momento fui preso pelas postagens das Blitz, fui preso pelas postagens sobre o Colégio Tiradentes, pelas postagens questionando a máfia dos guinchos (veja no detalhe), entre outras… Mas jamais por alguma irregularidade. Não posso generalizar, tem muito militar honrado, e acredito até que seja a maioria.
Mas não vou cessar minha luta, pelo contrário. Vou acionar o Ministério Público, e a Justiça conforme deve ser feito.
E enquanto isso, os bandidos estão nas ruas…

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