Mandados do MP sobre irregularidades na Amvale atingem ‘empresa parceira’ de Prefeitura/CODAU

Para quem acompanha o BLOG há tempos não teve nenhuma surpresa sobre a operação anunciada ontem pelo Ministério Público na sede da Amvale (Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande). O MP cumpriu mandados de busca e apreensão na citada entidade sobre contratos de uma empresa de locação de máquinas que teria prestado serviços à Prefeitura de Uberaba. E sabe quem está por trás de tal empresa? Quem pensou no ex-vereador Ademir Vicente, acertou.
Lembram-se dessa denúncia do BLOG? Veja no detalhe, de fevereiro de 2018. Veja sobre o post, a desconfiança do MP sobre superfaturamento de serviços no setor pela citada empresa, a Lok e Lok Serviços. O bom que parte da chamada “imprensa” de Uberaba não citou o nome da empresa…
Sete mandados de busca foram cumpridos na cidade, ontem, com apoio do Gaeco. Além da sede da Amvale, a operação também abrangeu o escritório de uma empresa de locação de máquinas localizada no bairro Boa Vista.
Na Amvale teriam sido coletados documentos e um computador pertencentes ao Convale (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional do Vale do Rio Grande) por solicitação da Promotoria do Patrimônio Público, que decretou sigilo de Justiça sobre o caso e não revelou detalhes do procedimento à imprensa.
Na matéria publicada pelo BLOG há um ano e meio atrás, informava que uma investigação do Ministério Pública que a citada empresa de locação de equipamentos (veículos) para Anvale, a Lok e Lok tem vários contratos de locação com o CODAU e também Prefeitura de Uberaba, que por sinal “administrada” pelo vice´presidente da Anvale, Paulo Parado Piau. Outra coisa, como você também vê no detalhe, a citada empresa tem endereço em Delta, pequena cidade onde também é a sede da Ideal Tractor (veja no detalhe), empresa também de locação de veículos com vários contratos com o CODAU e Prefeitura de Uberaba, e pertencente ao ex-vereador Ademir Vicente, A Lok e Lok, no entanto, está registrada como pertencente a Jurandir Ferreira.
De acordo com o MP, a denúncia destaca um cheque, no valor de R$23.698,50, processado em 10 de abril de 2017 para pagamento do fornecedor Lok e Lok Serviços e Locações Ltda. Segundo a representação, no cheque consta que Vanessa Faria autoriza pagamento de parcelas na função de tesoureira. Ao final, ela ainda ratifica as formalidades utilizando-se do cargo do Departamento Administrativo para fins de fiscalização e execução das atividades financeiras, sendo que os trâmites para processamento dos dados financeiros dentro da associação foram executados pela mesma pessoa.

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