Veto de prefeito a projeto exemplifica uso eleitoreiro de ‘causas’ por vereadores

O veto de Paulo Parado Piau ao projeto de lei que você vê no detalhe, publicado ontem, poderia parecer apenas ser mais uma “bobagem” dos vereadores de Uberaba, já que o motivo, o mesmo de outros tantos, por vício de iniciativa ou por ser inconstitucional. Seja um motivo ou o outro, sempre esses vetos acontecem, quando algum vereador apresenta um projeto, e é aprovado pelo Plenário, mas depois é “constatado” que é inconstitucional ou mesmo que não cabe a um parlamentar tal função.
Acontece que tais fatos não passam de balelas, para simplesmente fazer jogo eleitoreiro com quem tem interesse direto na aprovação de determinada lei. Entendeu? Como nesse caso desse veto de ontem, de uma lei que determinava cota obrigatória de contratação de artistas locais para eventos promovidos no município.
Seria uma lei que iria obrigar a contratação de artistas locais, etc. Mas, na verdade, não passa de demagogia dos vereadores. Por que? Porque os vereadores sabiam que não tinha poder para aprovar tal lei, mas aprovaram assim mesmo… Ou você acha que é a toa que a Câmara municipal de Uberaba tem assessoria jurídica?
Mas, para ganhar votos, neste caso de artistas e simpatizantes, os vereadores “aprovam a lei” e jogam a responsabilidade de veto para o prefeito… E é assim que funciona.
Não existe interesse real no projeto, na causa, ou em projetos ou causas, Infelizmente em Uberaba atualmente, tanto vereadores, quanto prefeito, não trabalham por causas coletivas, trabalham por causas próprias, para se manter no poder, ou seja, por votos…
E assim caminha, ou não, o município…

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